Cassiana Tardivo

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Diga não erotização infantil

Diga não! Erotização Infantil

Precisamos falar muito sobre isso… Refletir, pensar criticamente.

Para isso, é preciso parar de achar que “não tem nada a ver”, tem sim, e tudo a ver…. Sobre o desenvolvimentoinfantil e sobre a forma como uma criança se constitui como sujeito acredito na teoria que diz assim: que a criança se desenvolve e aprende sobre o mundo a partir das RELAÇÕES e das EXPERIENCIAS que ela estabelece e VIVENCIA suas dentro do CONTEXTO socio economico e cultural que vive.

Diante disso precisamos refletir sobre o que permitimos que nossos filhos vivenciem.

Que linguagem, músicas, imagens eles ouvem e enxergam ? Que relações e experiências tem com tudo isso ? É sobre tudo isso que vão construir sua visão de mundo. É a partir desse acesso que vão também aprendendo a desejar as coisas.

Se a criança só escuta sobre moda, sexo, vaidade e beleza desejará isso cedo. Seja mais crítico com esse acesso, perceba o quanto nossos filhos são bombardeados com imagens, telenovelas e até comentários nossos sobre o corpo, a sexualidade, sobre todas essas coisas.

Quando menos se espera vemos meninos de 8 ou 9 anos querendo “pegar” aquela menina, e meninas da mesma idade usando micro saias, passando mil maquiagens para se sentirem atraentes e bonitas. Adolescentes de 12 e 13 anos vivem a sexualidade a flor da pele, pensam só sobre ficar, beijar, transar quando tantas outras etapas se tem pela frente e antes disso tudo.
E as consequências estão ai nas estatísticas que ninguém divulga. Número de adolescentes grávidas cresce, os casos de abusos e estupros, (agora praticados por meninos de 15 anos até) só aumentam. No Brasil a média da perda da virgindade é de 12 anos.
Será isso mesmo que desejamos aos nossos filhos, que não ofereçam nada, mas tenham um bom lepolepo ou que nossas filhas queiram esse padrão de homem ?

Não sejamos ingênuos, as crianças estão vendo os pais gostarem, dançarem e agirem com naturalidade diante dessas músicas, imagens e padrões, elas estão vivenciando tudo isso com naturalidade e prazer, pois são sobre esses padrões que se constituirão como jovens e adultos.

Não espere depois que elas reflitam com senso crítico sobre tudo isso se não é assim que elas vivenciam.